Quebrando o Silêncio


Por vergonha ou culpa, para evitar se expor ou por medo de rejeição, uma das experiências mais traumáticas da vida de uma pessoa acaba muitas vezes sendo silenciada.
O abuso sexual não tem padrão de idade, cor ou sexo e são alarmantes a quantidade de casos que acontece a cada dia, seja na nossa família, na nossa rua, cidade, estado e país.
Segundo pesquisa, uma em cada cinco mulheres já sofreu abuso ou tentativa sexual em sua vida.
Mas porque dificilmente são divulgadas informações sobre esses casos? Porque não falamos abertamente sobre a violência sexual que a cada ano atinge mais de 1.000 pessoas?




Imagem relacionada

Quantos abusos e agressões sexuais ocorrem? São casos isolados?
O primeiro lugar que devemos buscar respostas para estas perguntas são as estatísticas.

Um levantamento realizado em 2014 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou que 30% das mulheres em todo mundo sofrem violência física ou sexual.

Já um estudo do Ipea (Instituto de pesquisa econômica aplicada) revelou que 70% das vítimas de crime sexual no Brasil são crianças e adolescentes.

No quadro de agressores, 24% deles são os  próprios pais ou padrastos dos abusados.

Outros 32% são amigos ou conhecidos.


Em média em Pernambuco estima-se que 90 mulheres são vítimas de violência doméstica e familiar, esse são os casos denunciados, mas já parou pra imaginar na quantidade de pessoas que simplesmente se calam?

A falta de compreensão e entendimento acerca da vitimização sexual pode ser devido ao silêncio que circunda a questão em nossa sociedade patriarcal, as vítimas geralmente negam e
rejeitam qualquer tipo de fraqueza e pedido de ajuda  Portanto, as vítimas de violência sexual frequentemente sofrem em silêncio, vitimizando a si próprios. A vítima sente vergonha, medo de estar
psicologicamente doente e de ser desacreditada por parentes ou pessoas próximas.

Resultado de imagem para quebrando o'silêncio
 Embora existam meios de denúncia, ainda assim, tem-se a preocupação de como proteger essas crianças, adolescentes e adultos, meninos e meninas vítimas de abuso sexual, evitando ao máximo expô-los e/ou constrangê-los. Nesse ponto, o papel dos profissionais, seja o psicólogo ou qualquer outro que mantenha contato com a  vítima de abuso sexual e sua família, é de tranquilizá-los explicando passo a passo os processos pelos quais irão passar.Por se tratar de uma situação complexa, todos aqueles que possuem contato com a vítima, ou seja, pais, professores e profissionais, devem ser capazes de identificar sinais e sintomas decorrentes da violência sexual para proceder aos encaminhamentos necessários.

Mas o que muitos perguntam é: Como um Deus de amor permite que aconteça tal ato de crueldade?
Muitas vezes perguntas desse tipo são utilizadas para abalar a fé das pessoas, Deus é um pai de justiça e bondade e quando acontece algo de ruim com seus filhos, pode ter certeza que Deus também chora e sofre em meio a dor.Ele não é, de modo algum, o responsável pelas milhares de violência sexual existentes, assim como, também não é responsável por todo tipo de violência deste mundo.
Toda maldade e sofrimento de hoje é fruto do pecado, pecado este que surgiu no céu através de um anjo, anjo este que violentou e violenta a terra e tudo o que Deus fez, anjo este que violentou a liberdade humana e trouxe o pecado para a terra e com esse pecado vieram todas as coisas que são contrárias á esse Deus de amor e a todas coisas lindas que ele fez.
Em meio ao caos do mundo lembre-se sempre que alguém pagou o preço pelos nossos pecados lá na Cruz e que falta pouco pra que ele volte e acabe com todo sofrimento e todo tipo de violência, incluindo a violência sexual que tem roubado os sonhos de várias pessoas.

 "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram"
Apocalipse 21:4


A campanha Quebrando o Silêncio é um projeto educativo de solidariedade e esperança contra o abuso e a violência doméstica, promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Se você é contra esse tipo de violência junte-se a nós numa caminhada que ocorrerá no dia 26/08/2017 na Avenida Agamenom Margalhães em Caruaru, tendo início ás 9:00 da manhã!
Vista sua camisa branca e juntos vamos dizer NÃO á violência sexual.
Espero vocês lá viu?

Nenhum comentário