12 curiosidades sobre o veganismo


Os vegetarianos e os veganos já correspondem a quase 5 milhões de brasileiros que mudaram sua conduta alimentar seja por opção nutricional ou por estilo de vida e adotaram á uma alimentação onde o consumo de carne e seus derivados é de 0%. Em menos de 5 anos, o número de restaurantes vegetarianos no Brasil dobrou, o que também inclui propostas veganas.

Embora o crescimento dos vegetarianos e veganos em nosso país cresça cerca de 40% por ano, ainda assim o consumo de carne é excessivo na culinária brasileira. Em meio de tantas pessoas que desejam adotar ao veganismo é comum sempre ter dúvidas e curiosidades sobre como é esse estilo de vida.
No post de hoje eu reuni algumas curiosidades da história do vegananismo, bem como dicas pra quem esta querendo adotar a este estilo de vida.

12 curiosidades sobre o veganismo

  • O termo vegano foi inventado em 1944 por Donald Watson que viu a necessidade de  diferenciar os ovolactovegetarianos (que não comiam carne ou peixe, mas ovos e produtos lácteos) daqueles vegetarianos que não consumiam nenhum produto de origem animal
  • Watson, além de criar o termo vegano, também fundou a Vegan Society da Inglaterra. Em 1994, por ocasião do 50º aniversário de sua existência, o 1 de novembro foi escolhido como o dia para comemorar a sua criação. No entanto, a data exata de sua fundação é desconhecida, embora de acordo com a Vegan Society provavelmente tenha sido em 5 de novembro de 1944. Essa era a única associação vegana conhecida no mundo até a aparição em 1948 da American Vegan Society.
  • Fay K. Henderson, esposa de G. A. Henderson (cofundador com Watson da Vegan Society) foi a primeira pessoa a publicar um livro de receitas com a palavra 'vegan' no título.
  • Em 1979 a The vegan Society registou-se como uma organização sem fins lucrativos e estabeleceu a definição do termo vegano mais similar com a atual: modo de vida que busca excluir, tanto quanto seja possível e viável, qualquer forma de exploração e crueldade em relação aos animais usados para alimentação, roupas ou qualquer outro propósito.
  • A palavra 'vegan' foi incluída no Oxford Dictionary Supplement IV em 1986. A definição dada foi a de uma pessoa que se abstém de consumir qualquer produto de origem animal; um vegetariano rigoroso.
  • Uma das primeiras preocupações da The Vegan Society foi fornecer leite vegetal para as pessoas veganas na Inglaterra. Isso levou à criação da Plantmilk Society em 1956. Quando as empresas britânicas se recusaram a produzir leite vegetal devido à falta de demanda, a Plantmilk Society abriu sua própria empresa de produção de leite vegetal, Plantmilk Ltd.
  • A marca The Vegan Society está registrada desde 1990. Desde então, mais de 18 mil produtos foram certificados com ele, cerca de 75% das certificações são solicitadas por empresas de fora do Reino Unido, com a Alemanha á frente, seguido pela Itália e a Espanha.
  • No Brasil calcula-se que cerca de 10% da população se declara veggie (incluindo vegetarianos) enquanto 25% afirma ter tentado algumas alternativas vegetais à carne durante o último ano.
  • A Associação Americana de Nutrição e Dietética e  a Associação de Dietistas do Canadá afirmam que uma dieta 100% vegetal é saudável em qualquer estágio da vida (incluindo crianças e mulheres grávidas).
  • Estudos recentes mostraram que uma alimentação á base de plantas pode reduzir o risco de sofrer alguns tipos de câncer e de diabetes, bem como reduzir o risco de doenças cardiovasculares. A OMS liga o consumo de carne vermelha com um risco notável do surgimento do câncer numa pessoa.
  • As proteínas não são um problema para as pessoas veganas, os requisitos de proteína podem ser satisfeitos graças à combinação de cereais e legumes, nozes e legumes, cereais e nozes e alguns vegetais (como brócolis alcachofras, repolho ...) e brotos. Não é necessário combinar estes alimentos na mesma comida, consumi-los ao longo do dia já é suficiente.
  • Todas as pessoas veganas (incluindo as vegetarianas) devem suplementar-se com vitamina B12, pois esta vitamina infelizmente não está naturalmente presente em alimentos de origem vegetal em quantidades suficientes.
  • Na Alemanha, o número de produtos veganos aumentou em 1.800%. No Brasil, alguns produtos alternativos aos de origem animal, como leites de vegetais , cresceram 16% e o número de restaurantes vegetais dobrou nos últimos 5 anos.
  • O oposto do veganismo é o carnismo, a crença de que comer animais é normal, natural e necessário. Um sistema de crenças que nos condiciona a comer certos animais. Este termo foi usado pela primeira vez pela Dra. Melanie Joy em seu livro " Porque amamos cães, comemos porcos e nos vestimos de vacas", publicado nos EUA em 2010.
  • Segundo o Google Trends, o interesse na palavra vegano no Brasil (com base na busca realizada por pessoas) passou de uma média de 11 em cada 100 em 2012 para uma média de 79 a cada 100 no ano passado.
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A tendência veggie está crescendo cada vez mais, de acordo com o estudo The Green Revolution, do consultor Lantern, os restaurantes têm visto a oportunidade de se diferenciar da concorrência, adaptando seu cardápio á pessoas que seguem esse estilo de alimentação. No entanto, pucos hotéis aproveitaram a oportunidade para adaptar seus cardápios, pelo menos por enquanto.
Atualmente estima-se que o vegetarianismo cresça anualmente acima dos 10% entre os jovens na Alemanha, Áustria, Itália  e uma longa lista de países, não só porque existe um amplo consenso científico sobre os benefícios dos alimentos à base de plantas ( A própria Organização Mundial da Saúde aconselha que, no mínimo, qualquer pessoa deve comer cerca de 600g de hortaliças, vegetais e frutas por dia), mas também porque a comida vegetariana foi liberado do estigma de ser uma comida chata/ruim. A melhor prova disso é o número crescente de omnívoros, amantes da boa comida, que deliciam com os aperitivos vegetarianos tão requintados 
como a salada de abacate, quinoa e feijão, abóbora assada com ervas finas, o tofu de limão com arroz vermelho ou a salada fresca de pepino, abacate e maça, marinada com especiarias e cebolinha.
Além das considerações organolépticas, os pratos vegetarianos contribuem para uma dieta equilibrada e são recomendados para pessoas com excesso de peso ou obesidade (uma vez que adicionam volume ao estômago, em troca de poucas calorias), atletas, diabéticos, viajantes com hipercolesterolemia e, em geral, qualquer pessoa interessada em cuidar de sua saúde.

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